Palavra do Presidente

Torrent entra no mercado de medicamentos para obesidade

A farmacêutica indiana Torrent está decidida a ampliar presença no mercado latino-americano. No Brasil passa a competir no disputado nicho de medicamentos para tratar da obesidade, que movimentou cerca de US$ 90 milhões em 2007 e do qual quer 10% em dois anos. No México está em fase de registro de medicamentos para instalar uma filial local e procura também um laboratório para adquirir na Argentina e fincar bandeira no país vizinho, onde, segundo o diretor presidente da Torrent do Brasil, Orlando Famá Júnior, é mais difícil entrar sem produção local. Se avançar na empreitada, a Argentina será o único local onde a farmacêutica, que está presente em 50 países, estará presente além da Índia.

No país natal a fabricante de medicamentos similares (mantém o mesmo princípio ativo e a mesma formulação dos de referência, mas não necessariamente são submetidos a testes de bioequivalência como os genéricos) mantém duas unidades fabris e centros de pesquisa. Lá investiu US$ 30 milhões para desenvolver o Slenfig, que tem como princípio ativo a Sibutramina. Base do medicamento de referência Plenty, a Sibutramina é considerada uma droga avançada no tratamento da obesidade. Desde a entrada dos genéricos e similares no mercado a preços inferiores aos dos produtos de referência, as vendas aumentam constantemente. O moderador de apetite vendeu 537,7 mil caixas no país em 2005. Já em 2006, com a entrada dos genéricos, foram 1,03 milhões de unidades e em 2007 quase 3 milhões de caixas. De acordo com a Torrent, os US$ 92 milhões faturados em 2007 nesse nicho de mercado representaram aumento de 87% sobre o ano anterior.

De um investimento total de R$ 25 milhões planejados para 2008, pelo menos 5 milhões serão gastos em treinamentos, promoções e força de venda para o Slenfig que a companhia acredita em um ano tornar-se o mais vendido da Torrent no País. Atualmente são os antidepressivos, os destaques seguidos de medicamentos cardiológicos e para diabetes. Em 2007 as vendas da companhia atingiram R$ 120 milhões, ante os R$ 95 milhões anteriores. Apesar do crescimento de 26,3%, os números ficaram abaixo das expectativas de alcançar R$ 130 milhões. Famá atribuiu a dificuldade principalmente a dois fatores: o movimento para reduzir o capital empatado no negócio limitando em 60 dias os estoques na distribuição, ante os 90 dias anteriores, e a demorada implantação do sistema que interliga o Brasil e a matriz.

Para este ano, as projeções da farmacêutica indiana instalada no Brasil desde 2002 são alcançar vendas próximas a R$ 160 milhões. O faturamento consolidado do grupo no ano passado ficou próximo a US$ 1,1 bilhão, uma alta de 35% nas vendas, informou Famá.

Fonte:
Gazeta Mercantil - "Empresas & Negócios" - 16/04/2008
 

Última atualização: 17.06.2008 , por WebSaúde
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